Pesquisa como insight criativo

Se observarmos no dia a dia, realizamos pesquisas para tudo. E como ousamos

desprezá-las nos grandes desafios corporativos?


 

Desde os tempos de faculdade, aprendi o quanto a pesquisa minimiza os erros e proporciona caminhos mais consistentes nas tomadas de decisões.


Se observarmos no dia a dia, realizamos pesquisas para tudo: ao viajar, pra saber mais sobre o crush ou procurando um produto pelo menor preço.


Claro que nesses exemplos as consequências são relativamente baixas. Mas imagine só quando uma empresa decide remodelar toda a linha de embalagens do seu mix ou uma marca lhe pede uma proposta nova de posicionamento?


Encarar esses desafios não só te tiram da zona de conforto como te colocam nos holofotes das tomadas de decisões. Afinal, é um investimento para a empresa que espera não só uma melhoria visual/conceitual como aplicações de soluções que comuniquem, resolvam e impulsionem as vendas.


Recordo-me, ao trabalhar na mudança de toda a linha de produtos da Química Estrela, da reunião de briefing: não consegui contar o número de “acho”, “acredito” e “talvez” que giraram à mesa. Ao ser questionado sobre a minha opinião, humildemente respondi que não sabia. Afinal, estava cercado de pessoas que respiravam o negócio há anos, e, na minha casa, no máximo comprava a carne e a cerveja para o churrasco.


Como atreveria emitir uma opinião, fundamentada apenas na minha experiência, sem nunca ter comprado um produto de limpeza em minha vida?!?! Após responder exatamente assim, e conversarmos um pouco mais sobre a possibilidade de realizarmos pesquisas com o público-alvo, com os consumidores em pontos de vendas, e compararmos a apresentação visual com outros players, fundamentamos o início de nosso trabalho na contratação de um instituto de pesquisa. Somente assim teríamos uma amostragem confiável, uma validação de questionário técnico e segurança para iniciarmos o trabalho.


O resultado não poderia ser diferente: índice de refação quase zero, informações nos rótulos compatíveis com o que os compradores procuravam e um risco de vez nos achismos. Ao produzirmos ou ao sermos questionados, juntávamos com a equipe criativa e discutíamos um documento sóbrio que trazia ali a voz de quem realmente consome e uma realidade do mercado (claro que colocando uma dose ou outra do nosso estilo, mas tudo com propriedade e condizente com o real consumidor do produto).


Tá a fim de ver como ficou? Dá um play abaixo e já fique com a musiquinha na cabeça:

Pack 3D:


Outro job que teve a pesquisa como insight criativo, foi o “Toca Diferente”, para a Rádio Educadora, do Grupo Paranaíba de Comunicação.


Uma pesquisa qualitativa foi trabalhada, reunindo informações do mercado de rádio local e sem dizer o contratante. Pessoas “ideais” que representavam o tipo de ouvinte que a rádio gostaria de atingir foram contactadas e passaram as percepções, tipo de música e conteúdo que consumiam, tempo ouvindo rádio e as visões de cada concorrente, além da própria rádio Educadora.


A pesquisa ainda norteou o conteúdo informativo e a grade musical. Foram meses de trabalho para chegar à linguagem e ao conceito que representam a Educadora. A Educadora toca além da música. Toca a emoção das pessoas, dá o estímulo e ocupa um espaço que ninguém atendia e entendia. Educadora 90.9. TOCA DIFERENTE. E qual foi o resultado desse reposicionamento? 49% de crescimento de audiência na próxima rodada da pesquisa IBOPE após o lançamento da campanha.




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